Publicado em

Porquê fazer jejum?

Porque devemos fazer jejum?

Fazer jejum intermitente ajuda em vários aspetos da nossa vida e da nossa saúde.

Podes começar por apontar uma melhoria da performance mental. Esta melhoria acontece porque o jejum diminui a inflamação acumulada no cérebro que, em conjunto com as terapias naturais, ajuda no desenvolvimento de uma imunidade guerreira e numa desintoxicação do organismo.

É verdade, o cérebro inflama através da alimentação e, ao fazer jejum, este vai desinflamar. Com esta prática notam-se grandes evoluções na memória, na mente expandida, na capacidade de aprendizagem, de concentração, de retenção de conhecimentos.

Existem estudos realizados em que mostram que o jejum pode prolongar a longevidade.

Que tipos de jejum podem ser feitos?

Podes fazer o jejum puro, não ingerindo qualquer alimento.

Ou então uma dieta que imita o jejum. Na prática, para fazer jejum intermitente, não irás fazer refeições, comidas pesadas, ou quaisquer hidratos de carbono. Irás comer, sim, pequenos snacks ao longo da janela horária escolhida para o jejum, enganando a fome.

Estes alimentos devem ser de alta densidade de nutrientes permitindo que o jejum se torne mais fácil e tolerável sem desnutrição ou desidratação e, assim manter um jejum mais regular.

Ao imitar o jejum o organismo comporta-se como se estive mesmo em jejum e várias mecanismo vão acontecer: a resistência à insulina torna-se mais baixa, a glicose no organismo estabiliza, os corpos cetónicos que estão ligados a uma maior produção de energia, concentração, aumentam.

Quantos dias por semana devo fazer jejum?

Não existe uma medida certa, porque o jejum pode ser aconselhado para várias situações: redução de peso, redução da resposta inflamatória do organismo ou por motivos terapêuticos mais graves. No caso terapêutico, o jejum deve ser orientado por um profissional e direcionado para um tratamento e objetivos específicos.

Para aumentar a imunidade ou a performance do organismo, podes focar-te diariamente numa janela horária e cumprir um intervalo de períodos curtos de tempo, no início e que vão aumentando gradualmente, até que te sintas bem e confortável.

Para perca de peso, por exemplo, é aconselhável fazer todos os dias por um período maior de tempo, para surgir efeitos.

Perder primeiro massa gorda, ficar com mais mobilidade, mais fit quer seja do ponto de vista mental e físico e sentir uma melhor perfomance.

Num regime de jejum intermitente diário podes, por exemplo, descansar um dia na semana, ou um fim de semana por mês, sentires e ouvires o teu corpo, a tua conexão com ele.

O jejum deve ser sempre confortável.

Todo este processo vai depender do dia anterior, da tua forma de alimentar, da pessoa que és, porque tudo se altera diariamente. Como se costuma dizer “a vida acontece”.

Na altura do ciclo menstruação, o corpo normalmente demanda um consumo calórico maior. Pode acontecer que necessites de diminuir o intervalo horário de jejum. Há medida que vais praticando vais ouvindo o teu corpo e sentindo as suas necessidades.

A mulher não é igual todos os dias e, por isso, deve existir uma grande conexão com o corpo, de modo a que todo este processo seja confortável, vivendo os nossos ciclos, e realizando o jejum e depois uma alimentação consciente.

Na gravidez o jejum não é recomendável.

Como se faz o jejum na prática?

O jejum feito pela manhã é muito mais efetivo que feito durante o dia, porque acumula com todas as horas de sono.

Para existir realmente um jejum deve existir uma altura sem digestão. Não poderá ser 2/3 horas, pois serão apenas intervalos entre refeições.

Ao levantar de manhã, depois das horas de sono, bebes a tua bebida de eleição, água simples ou com florais, um chá, Matcha, por exemplo, café mas sem aditivos, limpo, sem açucares, natas, ou outro.

Não tomando o pequeno almoço vais aumentando as horas às do sono e assim aumentas as tuas horas de jejum.

É aconselhável que este seja feito durante a altura do dia mais desafiante para que a tua intuição, o teu jejum, desperte a tua imunidade guerreira, a capacidade da mente reativa e responsiva, para os nossos desafios diários. Ativando o nosso instinto, que também faz parte da imunidade, da saúde e da sobrevivência.

A meio da manhã, caso exista fome, optar por alimentos vivos, isto é, crus, como a fruta e os legumes. Da mesma família, para ajudar na digestão.

O desjseum é muito importante, deverá ser com alimentos crus, vivos, e num ambiente calmo, descontraído e, sempre de sorriso no rosto, alinhada com uma vontade maior de se sentir bem, saudável.

Chega o almoço e se existir fome almoças, se não, optar por um sumo verde, um caldo de osso, mais um café, um ovo cozido, ótimo se for para prolongar mais algumas horas o jejum intermitente.

Eliminar os açucares, os hidratos de carbono, e os lácteos. Se optarem por lácteos, se o teu corpo reagir bem, então os fermentados e de preferência, fermentados em casa, como o iogurte ou o queijo.

E este jejum poderá ir até ao ponto em que o teu corpo te pede, agora sim, uma refeição completa.

As horas de jejum vão depender, também, da prática e do que vais trabalhando no teu organismo. Podes conseguir ir até às 11h00 no início, depois até às 13h00, depois até às 17h00. E, também, dos dias, uns dias até mais tarde, outros tens mais necessidade de o terminarmais cedo. Tu vais regulá-lo através do que o teu corpo te pede.

No entanto, este período de jejum, precisa de compensar a restrição energética, para isso, após o jejum, e na janela horária menor, irás juntar o pequeno almoço, o almoço e o lanche, na mesma altura.

Ou seja, irás alimentar-te, compensando, as refeições não consumidas, mas sempre com alimentação saudável. Não entrar em contra senso, fazer jejum e depois comer junk food.

Começas pelos alimento cruz, cozidos a vapor, sumos verdes e para o final do dia e da refeição, os hidratos de carbono, por serem os mais inflamáveis.

Podes fazer jejum o resto da vida que o teu organismo nunca vai mal habituado e deixar de ter resultados muito positivos e efeitos benéficos e terapêuticos.